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Viajar sozinha: minhas experiências no Brasil e Europa

Viajar sozinha, ainda mais sendo mulher, é um tema que sempre causa um certo debate e um tema do qual eu AMO falar.

Eu nunca tive medo de sair só, sempre fui do time que vai ao cinema ou ao restaurante sem companhia e tá tudo bem. Quando chegou a hora de viajar sozinha, não pensei duas vezes.

Claro que nossos medos vão muito além da opinião das pessoas. Ficar num hostel com quarto misto? Voltar tarde da noite pro hotel completamente sozinha? Algo acontecer e ter que lidar com médicos ou policiais numa cidade ou país diferente? Essas são só algumas das questões que passam pela nossa cabeça.

Então eu vou contar um pouco da minha história e espero que te inspire e te ajude na hora que decidir viajar sozinha (quando a pandemia passar, por favor!).

A primeira vez

Minha primeira viagem solo foi aos 20 anos, para o Rio de Janeiro. Eu não sei se ela realmente conta como solo, porque eu já sabia que lá ia encontrar duas amigas virtuais e nós fizemos a maioria das coisas juntas.

Mas foi definitivamente o que “abriu meu apetite” pro mundo. Fui com pouquíssima grana pra assistir a gravação de Tudo Pela Audiência, programa de humor da Tata Werneck e Fábio Porchat. Eu sempre fui muito fã da Tata e nesse dia também conheci ela! Nossa, foi uma viagem que mudou minha vida.

Foi minha primeira vez andando de avião e fiquei só 3 dias, mas quando voltei, não conseguia mais parar de pesquisar formas de viajar barato ou conseguir um emprego que me permitisse viajar o mundo.

No Rio, eu fiquei na casa dessa amiga virtual, que eu só conhecia pelo Twitter, mas que também era fã da Tata e me ofereceu um colchãozinho mesmo mal me conhecendo. Eu nem tenho mais contato com ela, mas sou muito grata por ela ter feito parte disso tudo.

Hoje em dia, existem muitos grupos no Facebook e sites como o Couchsurfing que te ajudam a encontrar um lugarzinho na casa de alguém no seu destino. Acho isso o máximo e recomendo. É só tomar muito cuidado e ter um plano B sempre.

Decidi viajar sozinha pela Europa

Sabe como eu disse que fiquei eternamente pesquisando como conseguir um emprego que me permitisse trabalhar? Eu consegui um em navios de cruzeiros, mas eu não conto isso como viagem de forma alguma, já que eu trabalhava 80% do tempo e não me sentia de verdade turista nos portos onde a gente parava.

Ainda assim, entre um contrato e outro, eu usava o dinheiro que guardava pra realmente turistar. Minha primeira experiência completamente solo foi na Romênia, onde eu fui voluntária num hostel.

Romênia

Eu não conhecia ninguém por lá e fui meio que de última hora (é uma história bemmm longa; um dia vou contar sobre isso, prometo) em Novembro de 2015. Fiquei um mês voluntariando no hostel em Bucareste e depois mais 2 meses morando lá.

Conheci TANTA gente legal. E sinto que me conheci melhor também. Muitas vezes, não tinha ninguém pra dar um passeio comigo, visitar uma atração turística ou ir comer num restaurante. Eu passei dias e dias na Starbucks do centro de Bucareste trabalhando em freelas. E, pra mim, essa é a melhor parte de viajar sozinha.

Bucareste foi muito especial por vários motivos, não só por ter sido meu primeiro destino internacional solo e por todo esse auto conhecimento que adquiri lá, mas também pelo país em si (e por ser minha primeira vez na neve).

Viajei pela Romênia com amigos que fiz no hostel – tenho contato com alguns deles até hoje – e descobri um país que nunca tinha dado muito importância, mas que é lindíssimo. Eu gosto muito da língua e até estudei romeno numa escola de lá em 2018.

Segurança

Eu me senti segura o tempo todo, mesmo num hostel com quarto misto, mesmo indo quase todos os dias pra balada e voltando tarde da noite sozinha.

Tenho até uma história bem engraçada: eu fui furtada no hostel um dia. Um outro menino também. A gente meio que desconfiava quem tinha sido, então comunicamos ao gerente e ele chamou a polícia 😂 fomos todos pra delegacia e estávamos certos sobre o ladrão. Consegui meu dinheiro de volta e o outro menino também recuperou o tablet dele que tinha sido roubado.

Depois, fomos comemorar bebendo na rua até tarde 🤷

Nem preciso dizer que a Romênia é meu país favorito até hoje, né? Eu já fui pra lá 5 vezes desde então, sempre passando bons períodos.

Outras viagens pela Europa

Em 2017, fiquei 1 mês ne Sérvia e 2 semanas em Montenegro, mas em Montenegro fiquei na casa de uma amiga que trabalhava comigo. Kotor é minha cidade xodó e voltei pra lá muitas vezes com o navio.

Em 2018, voltei pra Romênia depois de ter terminado um contrato no navio, mas eu já nem contava mais a Romênia como destino turístico, já que fiz muitos amigos por lá e nem tenho nada de novo pra visitar nas maiores cidades do país.

Depois de um mês por lá, resolvi mochilar pela Hungria, Eslováquia e Áustria. Foi uma viagem incrível. Fiquei em hostel nos 3 países e a experiência em todos foi demais.

Eu já conhecia Budapeste, mas tinha uma impressão muito ruim de lá porque tive uma péssima companhia na primeira vez que viajei pra Hungria, mas essa segunda vez foi ótima, me diverti muito, conheci muita gente legal e até fui numa festa num barco pelo Rio Danúbio que o próprio hostel organizou.

Nos 3 países me senti muito segura e até voltei pra Bratislava e Vienna em 2020, antes da pandemia.

Uma ótima dica é fazer walking tours nos países. Quase todos têm tours gratuitas e você conhece mais a história local, além de ter a chance de conhecer pessoas. Muita gente que viaja sozinha vai nessas tours.

O país onde me senti mais assediada

Infelizmente, nem tudo são flores, e teve um país europeu que me deixou bem assustada e minha viagem meio que foi arruinada: a Bélgica.

Fui pra Bruxelas em 2019, antes de seguir pra Amsterdam pra encontrar uma amiga. Meu plano era visitar outras cidades da Bélgica, já que eu ia ficar 1 semana lá, mas os dois primeiros dias em Bruxelas foram tão horríveis, que desisti e fiquei no meu Airbnb pelo resto dos dias.

Todo o tempo tinha alguém mexendo comigo na rua, homens encarando MUITO e eu particularmente achei a cidade bem cinza e suja, mas isso nem teria sido um problema se não fosse o medo real dos caras que passavam por mim na rua.

O mais tarde que voltei pro Airbnb foi 20h e já foi horrível ter que andar no escuro e pegar transporte público.

Eu acredito que cada experiência é isolada e a gente não pode generalizar, mas não espere me ver por lá de novo no futuro.

Já Amsterdam foi bem legal e eu recomendo 100%.

No vídeo abaixo, eu conto algumas experiências com mais detalhes e dou mais dicas pra você que nunca viajou sozinha:

Se você gosta desse tipo de conteúdo, vai amar esse post sobre viajar o mundo sem pagar por acomodação.

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